melasma

Também conhecido como cloasma, é uma alteração da pele caracterizada por manchas escuras que ocorrem na face, quase sempre em mulheres, geralmente com mais de 25 anos, e após exposição solar, gravidez, ou terapia hormonal. Entretanto, pode ocorrer em mulheres jovens que nunca tiveram gravidez ou receberam estrógenos e/ou progestógenos e também em homens. A tendência genética e características raciais influenciam no surgimento do melasma.

Essas manchas ocorrem principalmente em regiões malares (maçãs do rosto), podendo atingir a região frontal (testa), labial superior e têmporas. São irregulares na sua forma, porém de limites precisos. A intensidade de pigmentação é variável, às vezes é discreta e quase imperceptiva, outras vezes é muito acentuada, trazendo sérios distúrbios emocionais.

A profundidade em que se localiza o pigmento na pele determina o tipo de melasma, que pode ser epidérmico (superficial), dérmico (profundo) ou misto.

O tratamento do melasma implica o uso de protetores solares potentes para UVA e UVB, de preferência aqueles que associam propriedades químicas e físicas (de barreira); substâncias despigmentantes como a hidroquinona associadas ao acido retinóico poderão ser utilizadas. Quando o pigmento se localiza mais profundamente, a melhora do aspecto torna-se mais difícil, exigindo persistência do paciente para se obter um resultado favorável. Peelings superficiais podem acelerar o processo, facilitando a penetração dos despigmentantes e ajudando a remover o pigmento de camadas superiores da pele. Peelings médios e profundos são contra-indicados, pois poderão piorar as manchas devido ao aumento do pigmento pós-inflamatório, típico desse procedimento.