vitiligo
O vitiligo é caracterizado por manchas acrômicas (sem cor) na pele, de tamanho e formas variadas, de limites nítidos. É resultante de um defeito no melanócito, célula que produz a melanina.

O vitiligo acomete pessoas de todas as idades, com maior incidência entre os jovens, e não é contagioso. Sua causa ainda não é totalmente esclarecida, mas existem algumas teorias que tentam explicar o seu aparecimento. Uma teoria defende ser o defeito genético; outras afirmam que substâncias tóxicas do próprio organismo agridem o melanocito, ou que o próprio sistema de defesa do organismo destruiria os melanócitos por reconhecer a melanina como um agente estranho; e, por fim, há teorias defendendo que os melanócitos se autodestruiriam ao produzir uma melanina alterada.

Os traumas físicos e/ou emocionais parecem ter um papel fundamental no vitiligo. Não é raro o doente de vitiligo relatar o surgimento das primeiras manchas após choques emocionais graves, como a perda de pessoas queridas. Observa-se também uma relação direta entre o estresse e o aumento do número de manchas brancas na pele. As alterações emocionais parecem provocar um desequilíbrio no organismo, favorecendo alterações hormonais e imunológicas que podem desencadear ou piorar o vitiligo.

O curso da doença é imprevisível. A repigmentação espontânea das lesões poderá ocorrer em 10 a 20% dos pacientes.

No tratamento, medicações tópicas e de usos sistêmicos são utilizadas com o propósito de estimular os melanócitos.